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Superando incertezas e construindo oportunidades: a importância da mentalidade empreendedora

Em artigo recente do blog da LOARA, apresentamos alguns dos principais desafios inerentes ao ambiente de negócios brasileiro ressaltando, no entanto, que o empreendedorismo é um dos principais anseios do brasileiro. Não por acaso, segundo o ranking Global Entrepreneurship Monitor, o país é a 7º nação com maior taxa proporcional de novos negócios – mesmo considerando os impactos da pandemia que afetaram o país também nesse sentido.

O fato é que, independentemente do cenário econômico, as incertezas e obstáculos a serem superados fazem parte de qualquer jornada no mundo empresarial e, muitas vezes, é diante de um cenário de dificuldades que encontramos espaços para oferecer melhores produtos para a população seguindo a máxima de enxergar soluções onde a maioria enxerga problemas, e assim, criar diferenciais competitivos e movimentos de inovação.

Afinal de contas, a própria base da economia liberal (lei da oferta e da demanda), que rege os preços nos mercados em que imperam a livre-iniciativa, parte de um princípio básico de resposta para uma determinada necessidade social (demanda), por meio da comercialização de mercadorias e serviços (oferta) por parte dos empreendedores.

Seguindo a mesma linha de raciocínio, dentro de uma economia liberal, há inúmeros fatores que, na prática, são desafios diários que qualquer empreendedor precisará enfrentar: concorrência, instabilidade macroeconômica, redução de demanda, cenários de crise, ambiente político e fiscal, necessidade de mão de obra especializada, custos tributários, dentre muitos outros.

Ou seja: a arte do empreendedorismo envolve, sobretudo, a capacidade de assumir riscos com resiliência e criando estratégias para diferentes cenários internos (relativos à realidade organizacional do negócio) e externos (questões gerais que envolvem todo o ambiente econômico de um segmento, país e, em última instância, do mundo).

Por outro lado, assim como no mercado de investimentos, quanto maior o risco assumido, a rigor, maior a chance de retornos mais expressivos; os ganhos de uma vida empreendedora – quando bem planejada – também estão relacionados com a chance de crescimento dos ganhos financeiros (e isso sem falarmos nos bens imateriais, que podem até pesar mais na decisão de abrir um negócio, como uma maior independência, liberdade, possibilidade de se investir em negócios ligados ao nosso propósito de vida, etc.).

Para tanto, precisamos, sobretudo, adotar uma mentalidade empreendedora ou, como se afirma no campo da psicologia e do desenvolvimento pessoal, trabalhar uma mudança de mindset, no sentido de entender que, embora estejamos abrindo mão de uma pretensa estabilidade – muitas vezes, ilusória – quando seguimos uma carreira tradicional; ao abraçarmos uma jornada empreendedora podemos alcançar a tão sonhada autonomia profissional e ver os frutos de nosso esforço transformados em maiores rendimentos e na satisfação de demandas da sociedade.

Sim, os riscos farão parte dessa caminhada, mas, com uma mentalidade empreendedora, eles servirão de estímulo para o nosso sucesso. Ou, como afirmou o matemático e pensador, Nicholas Nassim Taleb – autor de uma série de livros que analisam o papel da imprevisibilidade na vida humana e nos negócios – a dificuldade é aquilo que desperta o gênio.