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Desperte o empreendedor que há em você: conselhos para executivos!

Se parássemos para analisar os objetivos das lideranças no ambiente corporativo de 20, 25 anos atrás, possivelmente, teríamos um hall de metas que envolveriam estabilidade e segurança financeira, controle de riscos, pouca tolerância a falhas e um perfil de gestão mais centralizador, possivelmente afeito ao microgerenciamento do dia a dia de suas equipes.

Isso não é necessariamente um demérito. Grandes empresas consolidaram seu nome no mercado a partir destes princípios e precisamos valorizar a trajetória de evolução do mercado, colhendo aprendizados e fazendo os ajustes necessários para o crescimento.

Dito isso, o fato é que o ambiente de negócios se transformou e vive, hoje, um novo ciclo de disrupção. Dentro deste contexto, percebemos, cada vez mais, a busca por lideranças que conduzem modelos de gestão horizontais, abertos ao diálogo e com forte apelo as competências comportamentais e aos soft skills relacionados a flexibilidade, resiliência, inteligência emocional, criatividade e poder de negociação, de convencimento.

É também o panorama de uma cultura que oferece mais liberdade aos colaboradores, que incentiva a autogestão e a tomada de decisões em prol dos objetivos de um negócio. Uma cultura onde o erro faz parte de um processo de experimentação na busca constante pela inovação e por ideias capazes de revolucionar um segmento de mercado.

Ou seja: “manda quem pode, obedece quem tem juízo” deu lugar ao “vamos inventar o amanhã em vez de ficar nos preocupando com o que aconteceu ontem”, um dos insights brilhantes perpetuados por Steve Jobs.

Dentro deste ambiente mais dinâmico e com novos desafios, o processo de assumir riscos e de sermos, nós mesmos, enquanto líderes, difusores de uma cultura proativa de inovação, é uma das etapas cruciais de uma jornada no mercado.

Por tais razões, dentro das mentorias e aconselhamentos que conduzo em empresas e com líderes de diferentes segmentos, reforço sempre a importância de os executivos adotarem uma mentalidade empreendedora; a mentalidade daqueles que estão dispostos a arriscar em prol de novos objetivos, de engajar pessoas em torno de uma ideia e de fazer projetos nascerem mesmo diante de diversidades.

Com esta perspectiva, seremos capazes, dentre outros pontos:

  • De ampliar os horizontes de mercado de uma empresa;
  • De fomentar parcerias de inovação aberta capazes de mudar positivamente as perspectivas de crescimento de uma organização;
  • De estimular uma cultura intraempreendedora em nossos negócios;
  • De engajar nossas equipes nos esforços de transformação digital;
  • De colhermos novos aprendizados, a partir de uma mentalidade aberta a experimentação.

Para tanto, com base em leituras recentes e nos meus processos de coaching e mentoria, separei três conselhos de liderança para executivos que almejam fortalecer uma mentalidade empreendedora:

1.    Guie pelo exemplo

Se você quer fortalecer uma cultura intraempreendedora, seja você também um intraempreendedor. Inspire seus colaboradores. Forme novas lideranças capazes de construir o mercado do futuro e não tenha medo de dividir seu conhecimento. Como bem disse Ursula Burns em entrevista recente para a Harvard Business Review, formaremos novos líderes quando eles tiverem ciência de que são tão capazes quanto nós de conquistarem o sucesso no mercado.

2.    A cultura como estrutura

Consequentemente, precisamos difundir uma cultura, de fato, aberta ao intraempreendedorismo. Em uma tese de 2018 da Universidade de São Paulo (USP), “que empreender numa organização depende de uma combinação entre o mindset empreendedor das pessoas, um ambiente favorável que estimule as pessoas a trazerem suas ideias para mesa, uma cultura organizacional que permita a experimentação (tolerância a erros) e que as iniciativas estejam alinhadas a estratégia corporativa.”

Em outras palavras, o despertar do empreendedorismo no ambiente corporativo jamais deve ser encarado como um esforço pontual ou isolado, mas sim, como uma tarefa contínua, gerenciada de modo holístico e que faça parte dos objetivos estratégicos de uma organização.

3.    Para difundir o propósito empreendedor, construa pontes  

 Finalmente, o propósito empreendedor será fortalecido por aqueles dispostos a ouvir, dialogar, debater ideias e construir laços positivos com seus times. A figura centralizadora é substituída por um líder colaborativo e de fato interessado nos insights de suas equipes.

Em artigo do ano passado, o professor de psicologia organizacional de Columbia e da University College de Londres, Tomas Chamorro-Premuzic, apontou que o senso de propósito nas empresas será mais elevado quando as pessoas têm a chance de estabelecer pontes de conexão umas com as outras.

Por fim, enquanto lideranças, temos de ser proativos neste movimento de ideação e na abertura para assumirmos riscos e desafios em prol do crescimento no novo ambiente empresarial. Pois, a verdade é que o conceito de pele em jogo nunca fez tanto sentido quanto hoje.

Neste sentido, desperte sua veia empreendedora. Be Bold!

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