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A digitalização e o futuro do trabalho no sistema financeiro

  • Em artigo que publiquei no início de fevereiro, comentei sobre como o sistema financeiro e bancário vive uma verdadeira revolução que está baseada na centralidade no cliente (CX), na consolidação das fintechs no mercado (que, por sua vez, impõem a necessidade de transformação das instituições tradicionais do setor) e no desenho de novos modelos de negócio que estão quebrando paradigmas dentro dos mais diversos nichos do universo financeiro – dos seguros digitais a inteligência na captação de crédito empresarial, por exemplo.Retomando estas questões, é válido ressaltar que todo este movimento de transformação tem como motor e alicerce o processo de ampla digitalização do ambiente de negócios global, o qual, há pelo menos duas décadas, chegou com intensidade no sistema financeiro abrindo novas possibilidades de pagamento e ampliando o portfólio de produtos dos bancos; estruturando novos canais virtuais de interação com o cliente; até, por fim, semear os caminhos para a entrada de negócios digitais dentro de um mercado, até pouco tempo, bastante conservador e fechado.

    Dito isso, no âmbito interno das organizações, o próximo passo desta revolução digital no sistema financeiro envolve a flexibilização das estruturas de trabalho e da construção de equipes cada vez mais baseadas nos princípios do work from anywhere e nos modelos de trabalho remoto ou híbrido.

    E isso se dá, por sua vez, pela crescente evolução de soluções para uma melhor comunicação entre colegas de trabalho, para a segurança de arquivos compartilhados e organizados via cloud e mesmo de features de engajamento que tornam as interações digitais mais imersivas, interessantes e ricas.

    No Brasil, por exemplo, uma série de instituições financeiras já anunciaram a adoção de novos modelos de trabalho, de modo a oferecerem ambientes de trabalho mais dinâmicos e com mais liberdade e autogestão para os seus colaboradores – tudo isso sem contar em uma maior eficiência de custos diante da adoção de ferramentas on demand e cloud que se contrapõem diretamente as estruturas físicas e data centers de alto custo.

    É interessante observar o fato de que, no Brasil, esta tendência vem sendo seguida tanto por bancos tradicionais, quanto por negócios digitais e novos entrantes do mercado financeiro – do Itaú ao Citigroup, passando pelas fintechs Xerpay e RecargaPay. Estes são apenas alguns exemplos de uma transição que, embora tenha se intensificado na pandemia, já vinha ganhando força nos últimos anos e, diante dos benefícios oferecidos por modelos mais ágeis de trabalho, devem se consolidar com a retomada de mercado.

    Não à toa, de acordo com dados divulgados pela consultoria Robert Half, já são 95% dos executivos que apostam na permanência pós-pandemia do trabalho híbrido. Confirmada esta tendência também para o setor financeiro, estaremos diante de todo um novo hall de possibilidades positivas para o mercado – formação de equipes multidisciplinares com talentos atuando de todas as partes do mundo; instituições com visão globalizada e colaborativa; transferência de conhecimentos em prol de mais eficiência e produtividade.

    Todo este ambiente, por sua vez, forma o sumo perfeito para mais inovação e execução de novas ideias que farão a roda da disrupção continuar girando no sistema financeiro, dentro de um fluxo constante de transformação que, sem dúvidas, está apenas no começo.

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